Tornou-se agressivo, achava que eu era minha mãe e que o traía.

Tratar Alzheimer em São Paulo

Pergunta: 

Meu pai, de 83 anos, está com Doença de Alzheimer, segundo resultado de Tomografias realizadas.

No início apenas esquecia algumas coisas, com a morte da minha mãe, há 3 anos atrás, ficou depressivo, tomou Sertralina, melhorou.

Mas continuava com os esquecimentos.

Para ser breve, todos os sintomas apresentados levou ao diagnóstico de Doença de Alzheimer.

A piora veio como um furacão, em apenas 8 meses, agravou e muito o quadro.

Ele tornou-se agressivo, achava que eu era minha mãe e que o traía com meu marido que, para ele, era um cunhado da minha mãe. Comecei a ficar estressada, pois não sabia como lidar.

Após duas agressões a minha pessoa, por ciúmes imaginário, conversei com minha irmã e com o médico dele.

O médico nos orientou que o internasse numa clínica de repouso, eu era contra, mas como cuidava dele sozinha, não aguentei, foram inúmeras noites acordada, pois ele queria matar meus filhos achando que era ladrões.

O médico disse que poderia acontecer uma desgraça e nessa fase agressiva o melhor seria internar. Assim o fizemos.

Há 1 mês e meio ele está numa clínica de repouso, mais calmo, porem quer ir embora, mas se está em casa também quer ir embora.

Quando vou visitá-lo, me reconhece, mas logo depois fala coisas que não tem nada a ver. Os assuntos não tem coerência. O médico da clínica achou melhor suspender o Exelon, pois alegou que não ajudaria muito continuar tomando. Enfim...O que fazer? Paro de mandar o Exelon p/ a clínica? Devo tirá-lo da clínica? Ou devo esperar que ele se acalme um pouco, pois me disseram que depois vem uma fase de inércia, é verdade? Estou super desorientava, acho que é porque não aceito muito ele estar numa clínica de repouso...

Nem sei mais o que pensar. Por favor, me oriente.

Resposta:

O Exelon ainda pode ser útil no estágio da doença do seu pai.

Pelo que entendi, você colocou-o na clínica pois não estava dando conta de mantê-lo em casa, não é verdade?

Em alguns casos, a pessoa passa a ficar mais apática e o trabalho que dá é diferente, muitas vezes deixam de dar conta dos cuidados pessoais tais como alimentação ou banho.

O médico do seu pai deve ser alguém em quem você confia e possa tirar mais dúvidas. Dra. Paula Nunes.