Tratamento de Pick e Arteriosclerose é diferente de Alzheimer?

Pick, Arteriosclerose e Alzheimer

Pergunta:

Gostaria de saber quais são os medicamentos mais indicados para Doença de Pick, meu pai foi diagnosticado recentemente, pois antes estávamos tratando como Mal de Alzheimer?

Resposta:

Não existe tratamento curativo para Doença de Pick e em muitos aspectos o tratamento se assemelha ao da doença de Alzheimer.

Pode-se dar os inibidores da acetilcolinesterase, além dos remédios psiquiátricos (antidepressivos, antipsicóticos) para sintomas de angústia, insônia ou agressividade.

Vale procurar também grupos de familiares, que podem dar apoio recíproco e considerar terapia ocupacional para ajudar na adaptação à nova rotina que pode ser necessária. Um abraço, Dra. Paula Nunes.

 

Pergunta:

Boa noite Doutor Rubens Pitliuk! Minha mãe foi diagnosticada com começo de Alzheimer. A geriatra dela receitou a Quetiapina. De um tempo pra cá ela não vem reagindo bem, pois fica agitada, nervosa, com dores e fraqueza nas pernas.

Pelo que eu li, essa medicação é pra Esquizofrenia e tem muitos efeitos colaterais.

Quero leva-la pra outro médico, pra segunda opinião.

Por favor, me ajude, estou desesperada. Desde já obrigado!

Resposta:

Justamente nas fases iniciais da Doença de Alzheimer os medicamentos específicos para Alzheimer funcionam melhor.

Se ela tem começo de Alzheimer deve começar a se tratar imediatamente.

A Quetiapina é usada em Esquizofrenia sim, mas também em vários outros quadros clínicos inclusive agitação.

Porém, em pacientes de muita idade com ou sem Alzheimer outros Neurolépticos podem ser melhores para diminuir a agitação sem deixar o paciente sedado como a Quetiapina.

Como você não escreveu em que cidade mora, não sei quem te recomendar.

Se vocês estiverem próximos de São Paulo, recomendo a Dra. Paula Nunes.

 

  

Pergunta: 

Boa noite, há cerca de um ano meu pai recebeu o diagnóstico de Alzheimer, na época, fez diversos exames de imagem, como Ressonância, Tomografia e SPECT e todos apresentaram um Alargamento de Sulcos.

Hoje, depois de um ano de tratamento, na convivência com os familiares, ele apresenta um quadro de esquecimento e confusão mais acentuados que à época dos primeiros sintomas.

No entanto, ele se submeteu agora a uma nova Ressonância para avaliação da evolução da doença, e o presente exame nos surpreendeu, uma vez que o laudo não constatou o alargamento de sulcos outrora achado e concluiu que o mesmo se encontra dentro dos padrões da normalidade.

A minha dúvida é se isso seria possível.

Clinicamente, ele se encontra cada vez mais esquecido e confuso, apesar do exame de imagem ter afirmado que ele se encontra normal.

Nesse caso, não haveria uma contradição entre a clínica do paciente e o resultado do exame?

A Ressonância feita há um ano foi realizada em uma clínica e o de agora em outra, ambas idôneas e confiáveis.

Diante de tal contradição, seria aconselhável repetirmos o exame, ou isso é comum em um paciente acometido por Alzheimer?

Resposta:

Por aí você vê como a clínica (sinais e sintomas) é mais importante do que os exames de laboratório.

Porque um laudo deu isso e outro deu aquilo, quem pode responder é o radiologista.

Mas para vocês e seu pai, o que importa é que se ele tem sintomas de Alzheimer, ele deve ser tratado como Alzheimer.