Começou a cortar-se com gilete, no braço, abdômen, pernas.

Tentativa de suicídio sempre é sério

Pergunta:

19 anos, começou a cortar-se com gilete, no braço, abdômen, pernas.

 Quando descobri, em junho, conversamos e ela disse-me que não tinha gosto nenhum pela vida, não sentia nada. Depois tomou 16 drágeas de Tylenol, mas avisou a uma amiga que nos avisou.

Levei-a a um psiquiatra que a medicou, mas, orientado por uma prima estudiosa em psicanálise Freud/Lacaniana suspendi os remédios e ela começou a fazer psicanálise. Senti que melhorava, já que não estava dopada e a psicanalista, que orientou a retirada dos remédios, disse-me que ela não tinha Psicose alguma, seus problemas eram interiores, nada químico.

Coisa de 5 semanas, minha filha corta o pulso, sem atingir artéria alguma, a psicanalista disse que não era nada, na mesma semana, corta-se de novo, mas não disse a ninguém e, dias após, toma 38 drágeas de Rivotril e outro remédio e, ato contínuo, corta-se novamente no pulso, sem atingir artéria, mas levou 5 pontos.

Levei-a a um novo psiquiatra que diagnosticou como TOC e já há 18 dias ela toma Zyprexa 30 mg, Fluoxetina 30 mg e Olcadil. Ela continua com essa psicanalista, mas estou sendo aconselhado a tirar.

Aos 14 anos de idade, ela tomou 6 drágeas de AAS infantil na escola, quando de minha separação. Sempre foi uma pessoa muito estudiosa, recatada, nunca namorou, gosta muito de cinema, organizada e bastante inteligente.

Fazia, até a semana passada, o 2 ano de xx.

Disse-me que não sabia se seria famosa e tinha medo de comandar nosso escritório, como sua avó havia lhe falado. Tenho plena confiança no psiquiatra que a acompanha, mas gostaria de ouvir a opinião de vocês.

Resposta: 

Esses casos de auto mutilação e tentativas de suicídio são sempre complexos e difíceis de tratar.

Qualquer tentativa de suicídio precisa ser levada a sério, pois podem vir outras.

Nem sempre são manifestação de TOC ou Psicose, pode ser de uma Depressão, especialmente na adolescência e mesmo de um Transtorno de Personalidade.

O tratamento é quase sempre uma combinação de medicação e psicoterapia.